Primaveras
Chegamos ao porto, e, como era uma tarde de domingo, não havia muito movimento. As árvores ao redor dos armazéns estavam carregadas de flores coloridas. Estacionei o carro e ficamos olhando os enormes navios de carga.
- Adoro a primavera - comentei. - Sempre a associo a coisas agradáveis. Tenho até uma história sobre isso. Quer ouvir?
- Gostaria muito - respondeu gentilmente.
Comecei a contar.
- Aconteceu quando eu ainda estava na escola de medicina. Era final do quarto ano, e toda minha turma estava esgotada. Tínhamos assistido centenas de aulas, atendido inúmeros pacientes, passado por dezenas de provas e realizado infindáveis plantões. O desgaste era total, e qualquer mal-entendido se convertia em motivo de discussão. Nossas cabeças estavam literalmente entupidas. O pior é que ainda estávamos no início de novembro, e nossas aulas só terminariam na segunda semana de dezembro.
Ela suspirou, demonstrando compreender a situação.
- Naquelas condições, fomos assistir a uma aula de pediatria. Sentei-me numa posição bem no canto da sala, na primeira fila, pois pretendia desfrutar de um pouco de isolamento. Do lugar de onde estava, podia ver, com o canto dos olhos, meus colegas e, pela postura de cada um, notei o estado lastimável da turma. Todos estavam deprimidos, apáticos, caídos e murchos. Como plantas sem água há vários meses. Uma imagem muito triste.
- Começo a perceber a relação dessa história com a primavera. Continue, por favor, estou gostando - incentivou.
- Nosso professor chegou. Diante daquele quadro, qualquer pessoa em sã consciência teria desistido de ensinar naquela sala. Mas ele não se abalou com o que viu e iniciou a aula com grande alegria e entusiasmo. Ao fazer isso, alguma coisa soou dentro de cada um de nós, e comecei a perceber algo mágico acontecendo. No início, foi pequeno, mas mostrava que aquele não era um professor comum.
Ela balançou a cabeça concordando e esboçou um sorriso.
-A aula prosseguiu, e aquela sensação contagiante tornou-se maior e avançou sobre nosso desânimo. Foi como se o clima tivesse mudado, e as primeiras gotas de uma chuva refrescante começassem a cair, penetrando no solo e hidratando nossas raízes ressecadas. Nossas folhas queimadas também receberam com prazer e incredulidade aquela bênção. Você precisava ter visto. De onde eu estava, acompanhei toda a transformação. De plantinhas murchas e sem vida, em pouco tempo todos estavam lindos e
viçosos. Foi um verdadeiro milagre. Pigarreei, tentando disfarçar a emoção que sempre sentia ao relembrar
aquela história.
- Naquele dia, aprendi que existem pessoas iguais à primavera. Quando chegam, transformam o ambiente. Só pela presença, convertem seres secos e murchos em pessoas lindas e viçosas - arrematei.
- É uma história muito bonita. Realmente existem pessoas capazes de tornar tudo bonito. Conheço algumas assim. Estão sempre felizes e fazem tudo com enorme prazer, contagiando todos que estão à sua volta - comentou.
- Pois é, desde então tenho procurado por essas pessoas-primavera...E encontrei mais uma. Você é uma delas, tenho certeza - finalizei.
Ela ficou pensativa durante alguns momentos.
- Talvez só uma pessoa-primavera seja capaz de identificar outra. Já pensou nisso? - perguntou.
- Ficarei muito feliz se for assim. Entretanto, não sei se deixo as pessoas felizes quando estou por perto - confessei.
- Pois vou lhe dizer: você também é uma pessoa-primavera... Mas não vá ficar convencido - brincou.
- Obrigado pela gentileza. Talvez seja, no máximo, um aprendiz. Tenho um longo caminho a percorrer.
- Todos somos aprendizes.
Ficamos olhando um navio graneleiro sendo carregado. Para onde viajaria aquele navio? Para o Extremo-Oriente ou algum país escandinavo?
Pensei sobre como o mundo de hoje está intimamente interligado. Em breve, não existirão mais fronteiras. As culturas se mesclarão e, quem sabe, será o fim da miséria e de todas as guerras. Um planeta povoado por pessoas-primavera.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Curso - MUDE A SUA VIDA EM 30 DIAS - 29 Dia
Ritual Matutino
Citação do Dia
- Sorria por 1 minuto
- Essa prática aumenta os níveis de serotonina em seu sistema e é um poderoso antidepressivo – sorria enquanto conta até 60.
- Medite por 5 minutos
- Faça o Exercício do Descanso de Pratos por 5 minutos
- Coloque seu valor virtual em sua planilha do jogo da prosperidade.
Durante o Dia
De acordo com o tema do dia, em relação ao que você quer que seja verdade para você, implemente as ferramentas e técnicas.
1) Torne-se consciente do nível de sua vibração Técnica do dia: Em qualquer sintoma que você esteja vivenciando, pergunte-se “O que está me chateando?”. Essa pergunta leva você ao coração de sua resistência. Então, pergunte-se “Como quero me sentir?” e pondere a respeito.
2) Desenhe os sonhos para a sua Caixa de Criação Sobre a sua pergunta “Como quero me sentir?” coloque a resposta para “O que desejo?” em sua Caixa de Criação. 3) Faça o exercício da Realidade Virtual – 30 segundos de uma cena de contentamento Qual é a época do ano? Que horário do dia? Onde (cenário interno ou externo)? Quais são as pessoas de bom humor que estão nessa cena? O que você vê, escuta, cheira, saboreia, sente, faz? Entre na cena. Sinta-se bem.
Saia da cena.
4) Gaste sua quantia virtual do jogo da prosperidade que você se permitiu.
Ritual Noturno
- Lembre-se das coisas boas do dia
- Lista de Sucesso
Hoje eu gostei e me diverti com:
__________________________________________________
____________________________________________________________
- O Livro dos Aspectos positivos
Relembrando, escreva na parte reservada em seu caderno para esse fim, os seus aspectos positivos ou seja, as suas qualidades. Escreva também aspectos positivos de pessoas que conhece, lugares, animais, flores, filmes, roupas, perfumes, carros, lazer, etc. Esse exercício deverá ser realizado diariamente até o final do curso.
Além de fazer uma lista sobre seus aspectos positivos, escreva sobre mais 5 temas.
Por exemplo:
Eu gosto em mim: _____________________________________________
Eu gosto de tal lugar porque :____________________________________
Eu gosto de ouvir tal música porque :_____________________________
Eu gosto ______________________________________
Eu gosto ______________________________________
Eu gosto ______________________________________
- Intenção de Seguimento para dormir e ter um período de sonho
Forma como utilizaríamos nossos sonhos de modo mais eficaz:
Antes de ir dormir, dizemos: “Acredito que sonharei essa noite. Manifestarei enquanto estiver dormindo: ____________(aqui você diz o que quer que seja manifestado enquanto estiver dormindo)__________.
E se há algo significativo no meu sonho, desejo lembrar-me quando acordar”.
E de manhã, a primeira coisa que você fará será – assim que acordar – tornar-se consciente de que voltou para sua consciência física e perguntar se: “Eu sonhei?”.
E se você sonhou, pergunte a si mesmo, mesmo que seja de forma incerta: “Como senti o sonho?”.
Há muito mais informação na forma como você sente o sonho do que nos fatos que ele apresenta.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Curso FENG SHUI DO CHAPÉU PRETO COM RADIÔNICA
Para fechar o ano de 2010 em grande estilo, irei ministrar 1 turma de Feng Shui do Chapéu Preto com Radiônica, presencial em São Paulo. O que de início estava parecendo que não haveria a oportunidade de acontecer, devido falta de tempo para colocá-lo esse ano em prática, deu um jeito de se manifestar, abrindo as portas novas parcerias, que tornam esse projeto ainda mais gostoso de ser realizado.
Turma com tamanho reduzido, focado no aprendizado do aluno. O objetivo são aulas dinâmicas com atividades práticas durante dois sábados. O aluno poderá levar a planta baixa de sua casa, para que nela também sejam realizadas as atividades e no final dos trabalhos, sair com o estudo completo das energias do local onde mora e sabendo como harmonizar, tratar e ativá-las.
O Feng Shui, é uma técnica milenar chinesa, que estuda as energias dos ambientes, com a finalidade de harmonizá-las, proporcionando benefícios em diferentes área da vida dos moradores, entre elas nos relacionamentos, financeiro e na saúde.
Em conjunto com técnicas de Radiônica, os resultados são ampliados, trazendo reequilíbrio imediato para os moradores. È estudado também o solo da residência, onde podem ser verificados pontos que trazem prejuízo ao sono e saúde das pessoas.
Investimento: R$ 50,00 para a inscrição e R$ 230,00 no dia do curso (pode ser dividido).
Valor total do curso R$ 280,00
Incluí: Baguá, Pêndulo, Apostila e Cofee-break
Local: Instituto Aline Pastori - Rua Cap. Pacheco Chaves, cj 3 e 4
Vila Prudente - São Paulo (Próximo ao metrô Vila Prudente)
Estacionamento no nº 1227
Para fazer a sua inscrição ou para outras informações, entre em contato comigo no (11) 3637-6555 ou com Aline no (11) 2548-4858
E-mail: lucianavieira.fengshui@gmail.com
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Mensagens que Tocam
Natal, uma sagrada oportunidade
Artigo enviado pelo internauta Mauricio Bittencourt.
"Estamos próximos do natal, neste momento a energia da terra começa a ficar mais leve, pois a grande maioria das pessoas nesta época do ano, é tocada pela aura mística do Sábio de Nazaré.
Enfeitam suas casas e o mais importante, ficam muito mais felizes e dispostas, o que influi consideravelmente na energia sutil que envolve o planeta.
O pensamento é dez vezes mais rápido que a luz; a luz se movimenta a 300.000km/s, a terra tem +ou– 510 milhões de km², então vocês podem imaginar a força que existe quando milhões de pessoas se põem a sentir e a pensar de uma forma mais harmoniosa, é realmente poderoso. Metaforicamente falando, o ato de pensar é a mesma coisa que jogar pedras em um lago, Formam ondas mais rápidas que a luz e vão de um lado a outro do planeta como em um piscar de olhos. Influenciando, para o bem ou para o mal todos os que estiverem em sintonia sinérgica, e logo após, retornam para nós com boas ou más energias de acordo com o que foi enviado, pois como reza a lei: “O que eu dou para o mundo, o mundo me dá”.
Por ser uma festividade de caráter mundial essa energia de disposição ao bem que emana de milhões de mentes unidas através do éter propicia ao buscador sincero uma sagrada oportunidade para o trabalho de renovação e contato com os Mestres da Grande Fraternidade Branca; Este momento se torna então, extremamente auspicioso para uma verdadeira mudança, uma vez que as energias negativas que envolvem o planeta são sufocadas pelos pensamentos de paz, amor e renascimento que o Natal inspira. Então se constrói uma rara oportunidade de realização pessoal, onde se o quisermos(pois temos o livre-arbítrio), transmutamos “o chumbo das emoções horizontais no ouro nobre das emoções superiores”. Além disso, nós podemos nos utilizar da simbologia(symbollein=unir, integrar) do natal para decorarmos nossa casa de maneira a incentivar a nossa comunhão com a Mãe Terra e o Pai Céu.
As árvores são chamadas pela tradição indígena de “Povo Em Pé”, E nos ensinam que devemos estar conectados com raízes mais profundas no solo da sagrada Mãe Terra e com os braços galhos estendidos ao Pai Céu.
O pinheiro que nós utilizamos tradicionalmente para montarmos a árvore de natal, representa para tradição nativa a Paz e nos ensina a manifestar harmonia em nossa vida pessoal e interpessoal;
As luzes coloridas que utilizamos no pinheiro são um tratamento cromoterápico em nosso meio ambiente. Criando uma energia dinâmica e saudável para elevar nossas vibrações. Vermelha = vitalidade, força; Laranja= sexualidade, prazer e alegria; Amarela= pensamentos, clareza mental; Verde= cura, saúde abundância; Rosa= amor; Azul= meditação, paz e tranqüilidade; Violeta=Transmutação; Branca= pureza e ascensão;
As bolas coloridas pela sua forma simbolizam a terra e também totalidade, a inteireza da própria existência;
As estrelas representam sempre energias auspiciosas e simbolicamente estão associadas à sorte e a Integração. A estrela de seis pontas representa a união com as forças do céu e da terra, símbolo do chakra do coração, já a estrela de cinco pontas representa o homem perfeito e é associada á magia divina;
Os anjos representam as forças de Deus trazendo pureza, proteção e cura;
Na base da árvore ainda podemos colocar seixos de rio, pedras ou cristais para representar o Povo de Pedra, pois guardam na memória tudo o que se passou na sagrada Mãe Terra.
E como disse um dia Francisco de Assis: “Irmã Montanha que eu possa Ser tão sólido como você nas minhas ações, palavras, emoções e pensamentos”.
Assim percebemos que nossa árvore de natal pode e deve se transformar em um instrumento de cura e harmonia para o nosso lar físico e sutil e com isso promovermos uma verdadeira alquimia em nós mesmos e nas pessoas que partilham conosco da experiência pela Terra. A grande Fraternidade Universal está em atuação no mundo, sempre dispensando luz, paz, amor e cura para todos nós independente das crenças, religiões e filosofias que praticamos. Vamos então colocar uma garrafa com água mineral sem gás na nossa mesa e pedir a Deus, nosso PAI/MÃE, que coloque nesta água o remédio necessário para que se faça o seu reino de amor, paz e justiça em nossas vidas, como também em toda Terra e que possamos brindar com essa água sagrada o renascimento do Cristo em Nós.
Vamos celebrar este Natal com muita alegria e convidar os parentes e amigos para compartilhar da sagrada experiência de estarmos juntos e aí através da nossa união, criarmos “Um Instante Santo”, onde o milagre acontece. Estes São o meu mais sincero desejo.
“Que Os Quatro Ventos Sagrados Abençoem a Todos”, Paz e Luz!
"Estamos próximos do natal, neste momento a energia da terra começa a ficar mais leve, pois a grande maioria das pessoas nesta época do ano, é tocada pela aura mística do Sábio de Nazaré.
Enfeitam suas casas e o mais importante, ficam muito mais felizes e dispostas, o que influi consideravelmente na energia sutil que envolve o planeta. O pensamento é dez vezes mais rápido que a luz; a luz se movimenta a 300.000km/s, a terra tem +ou– 510 milhões de km², então vocês podem imaginar a força que existe quando milhões de pessoas se põem a sentir e a pensar de uma forma mais harmoniosa, é realmente poderoso. Metaforicamente falando, o ato de pensar é a mesma coisa que jogar pedras em um lago, Formam ondas mais rápidas que a luz e vão de um lado a outro do planeta como em um piscar de olhos. Influenciando, para o bem ou para o mal todos os que estiverem em sintonia sinérgica, e logo após, retornam para nós com boas ou más energias de acordo com o que foi enviado, pois como reza a lei: “O que eu dou para o mundo, o mundo me dá”.
Por ser uma festividade de caráter mundial essa energia de disposição ao bem que emana de milhões de mentes unidas através do éter propicia ao buscador sincero uma sagrada oportunidade para o trabalho de renovação e contato com os Mestres da Grande Fraternidade Branca; Este momento se torna então, extremamente auspicioso para uma verdadeira mudança, uma vez que as energias negativas que envolvem o planeta são sufocadas pelos pensamentos de paz, amor e renascimento que o Natal inspira. Então se constrói uma rara oportunidade de realização pessoal, onde se o quisermos(pois temos o livre-arbítrio), transmutamos “o chumbo das emoções horizontais no ouro nobre das emoções superiores”. Além disso, nós podemos nos utilizar da simbologia(symbollein=unir, integrar) do natal para decorarmos nossa casa de maneira a incentivar a nossa comunhão com a Mãe Terra e o Pai Céu.
As árvores são chamadas pela tradição indígena de “Povo Em Pé”, E nos ensinam que devemos estar conectados com raízes mais profundas no solo da sagrada Mãe Terra e com os braços galhos estendidos ao Pai Céu.
O pinheiro que nós utilizamos tradicionalmente para montarmos a árvore de natal, representa para tradição nativa a Paz e nos ensina a manifestar harmonia em nossa vida pessoal e interpessoal;
As luzes coloridas que utilizamos no pinheiro são um tratamento cromoterápico em nosso meio ambiente. Criando uma energia dinâmica e saudável para elevar nossas vibrações. Vermelha = vitalidade, força; Laranja= sexualidade, prazer e alegria; Amarela= pensamentos, clareza mental; Verde= cura, saúde abundância; Rosa= amor; Azul= meditação, paz e tranqüilidade; Violeta=Transmutação; Branca= pureza e ascensão;
As bolas coloridas pela sua forma simbolizam a terra e também totalidade, a inteireza da própria existência;
As estrelas representam sempre energias auspiciosas e simbolicamente estão associadas à sorte e a Integração. A estrela de seis pontas representa a união com as forças do céu e da terra, símbolo do chakra do coração, já a estrela de cinco pontas representa o homem perfeito e é associada á magia divina;
Os anjos representam as forças de Deus trazendo pureza, proteção e cura;
Na base da árvore ainda podemos colocar seixos de rio, pedras ou cristais para representar o Povo de Pedra, pois guardam na memória tudo o que se passou na sagrada Mãe Terra.
E como disse um dia Francisco de Assis: “Irmã Montanha que eu possa Ser tão sólido como você nas minhas ações, palavras, emoções e pensamentos”.
Assim percebemos que nossa árvore de natal pode e deve se transformar em um instrumento de cura e harmonia para o nosso lar físico e sutil e com isso promovermos uma verdadeira alquimia em nós mesmos e nas pessoas que partilham conosco da experiência pela Terra. A grande Fraternidade Universal está em atuação no mundo, sempre dispensando luz, paz, amor e cura para todos nós independente das crenças, religiões e filosofias que praticamos. Vamos então colocar uma garrafa com água mineral sem gás na nossa mesa e pedir a Deus, nosso PAI/MÃE, que coloque nesta água o remédio necessário para que se faça o seu reino de amor, paz e justiça em nossas vidas, como também em toda Terra e que possamos brindar com essa água sagrada o renascimento do Cristo em Nós.
Vamos celebrar este Natal com muita alegria e convidar os parentes e amigos para compartilhar da sagrada experiência de estarmos juntos e aí através da nossa união, criarmos “Um Instante Santo”, onde o milagre acontece. Estes São o meu mais sincero desejo.
“Que Os Quatro Ventos Sagrados Abençoem a Todos”, Paz e Luz!
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Especial de Final de Ano,
Mensagens que Tocam
O Livro da Bruxa - 16° Capítulo
Limiar
Assistimos a mais duas partidas, e, ao contrário do que havia dito, não participei de nenhuma delas.
Não entrei no jogo porque estava apenas com a roupa do corpo e seria bastante incomum entrar numa partida de voleibol usando calças compridas e camisa social. Além disso, minhas roupas ficariam suadas, e eu não teria como trocá-las. Pelo menos foi essa a desculpa que usei para não participar.
Mas, como ela tinha dito, podemos dar ao nosso medo o nome que quisermos, e ele continuará nos limitando da mesma forma. Agora sei que, se quisesse ter participado do jogo, minhas roupas não teriam sido obstáculo.
Na verdade, faltou resgatar o espírito de criança que não se contenta em ficar apenas olhando as outras brincarem.
Quando o calor se tornou mais ameno, ela sugeriu um novo passeio.
- Que tal irmos ao porto? - perguntou.
- Você é a chefe da nossa excursão. Seu desejo é uma ordem - respondi.
Pegamos o carro e seguimos pela avenida em direção ao porto.
- Estou achando maravilhosa essa nossa viagem e tudo o que estou aprendendo com você - comentei.
- Mas... Sua frase continuará com um ‘mas’, não é? - perguntou.
Ri de sua perspicácia.
- Mas - continuei - devo confessar que sinto muita dificuldade para pôr em prática esses conhecimentos.
- Todas as coisas estão o tempo todo diante de seus olhos. Você só não as verá se não as estiver procurando - comentou.
- Falando parece fácil - murmurei.
- Quantos parafusos você se lembra de ter visto hoje? - perguntou subitamente.
- Quantos o quê?! - exclamei.
- Você ouviu muito bem. Quantos parafusos você se lembra de ter visto hoje? - repetiu.
- Para ser sincero, nenhum - respondi.
- Você não viu nenhum porque não os estava procurando. Quando estiver, encontrará parafusos em todos os lugares.
Olhei para o painel do carro e imediatamente encontrei dois parafusos.
- Parafusos são coisas muito comuns - desdenhei.
- As outras coisas podem exigir uma procura mais persistente, mas se você não procurá-las jamais as encontrará. Sem procura, não há descoberta - sentenciou.
Fiquei pensando, em silêncio.
- Na natureza existe um momento certo para tudo - continuou. - Se você pegar dois gravetos e esfregar um contra o outro, o atrito fará a temperatura aumentar. Se continuar esfregando, a temperatura subirá tanto que, em determinado instante, um deles começará a pegar fogo. A partir daí você não precisará mais esfregar, pois o fogo se manterá sozinho.
Ela retirou uma pequena agenda e uma caneta de sua sacola, anotou alguma coisa e guardou-as novamente. - A natureza mostra que temos de manter o esforço durante algum tempo, até o processo atingir seu limiar,
depois ele se mantém por si mesmo - disse.
- Esfregar gravetos mentais... É uma boa metáfora - comentei.
- Você tem de iniciar sua busca conscientemente. Isso exige algum esforço, mas, se sustentá-lo até o limiar, tudo passará a acontecer sozinho. É uma lei natural - finalizou.
Pensei em algumas coisas que relutei para aceitar, mas que depois passaram a fazer parte do meu dia-a-dia.
- É como escovar os dentes, não é? Quando somos crianças, nossos pais precisam nos obrigar a escovar os dentes. Depois passamos a fazê-lo espontaneamente e não conseguimos mais ficar sem escová-los - concluí.
- Escovar os dentes também é uma boa comparação - brincou.
- O problema são os tropeços no caminho - comentei. - É difícil manter uma condição nova durante muito tempo. Veja o caso dos regimes.
Para emagrecer, basta comer um pouco menos todos os dias, mas pouquíssimas pessoas conseguem fazê-lo. Somos muito fracos.
- Engano seu - discordou -, somos muito fortes. O que nos aprisiona é a acomodação.
- Não sei se sou tão forte assim - confessei.
- Vou contar uma história que aconteceu quando eu era menina. Certa vez, um circo foi apresentar-se na cidade em que eu morava. Quando ele estava sendo montado, um leão fugiu da jaula e saiu pelas ruas da cidade.
Nem preciso dizer sobre o pânico criado. Ao ver o leão, todos corriam em busca de um lugar seguro.
Ela fez uma pausa, esperando a cena se formar em minha imaginação.
- Na rua principal existia uma pequena oficina de relojoeiro. Ela possuía apenas a porta de entrada e uma minúscula janela na parede do fundo. O dono era um homem sedentário; além disso, ele adorava comer e estava dezenas de quilos acima do peso ideal.
Fiquei imaginando como a história iria continuar.
- Depois de percorrer diversos lugares, o leão chegou à rua principal e resolveu entrar pela porta da relojoaria. Imagine o susto que o pobre homem levou ao ficar frente a frente com a fera. Numa fração de segundo, ele subiu em sua mesa e saltou pela janela de trás, escapando ileso. Logo em seguida, o pessoal do circo conseguiu cercar o leão e levá-lo de volta à jaula.
- Pelo menos ele passeou um pouco pela cidade - brinquei.
- De fato.
- E qual é a moral da história? - perguntei.
- Todos na cidade ficaram curiosos para saber como o gordo relojoeiro havia conseguido passar pela estreita janela durante a fuga. Bastava olhar para perceber que era impossível alguém daquele tamanho passar por urna janela tão pequena. Para mostrar como havia feito, o homem tentou
repetir a façanha, mas não conseguiu passar nem uma perna. Até hoje permanece o mistério de como ele conseguiu sair por aquela janela.
- Faltou o leão para lhe dar um estímulo - comentei.
- Sem dúvida. A partir daquele dia, percebi que somos capazes de fazer coisas incríveis. Somos muito mais fortes, ágeis e inteligentes do que imaginamos. É a acomodação que nos restringe. Ficamos parados, acreditando que não temos capacidade para vivermos uma vida extraordinária - declarou.
- Espero não ter de encontrar um leão para descobrir minhas capacidades ocultas - gracejei.
- Não se preocupe, os circos quase nem existem mais. Fica a seu critério desenvolver seus dons e desfrutar a vida. A natureza só torce por isso.
Ela virou-se para mim e esperou nossos olhos se encontrarem.
- Preste atenção no que vou lhe dizer. O paraíso é o lugar onde nossos sonhos se realizam. E ele pode ser aqui. Só depende de você.
Permaneci em silêncio durante vários minutos, deixando a mensagem ecoar em minha mente.
- Fico cada vez mais surpreso com você - confessei. - Gostaria de saber mais sobre sua vida. Onde você nasceu, estudou, quais livros leu, tudo.
- Se você espera uma história de grandes emoções, esqueça. Minha história é tão comum como a de todos. O passado não tem nenhuma importância.
É o que faremos daqui para a frente que vale. Não pense na minha história. Nem pense na sua história. Concentre-se apenas nas coisas que fará a partir de agora para tornar sua vida especial.
- Vou tentar.
- Não existe tentar. É fazer ou não fazer.
- Eu farei. Prometo.
Continuei dirigindo, e não dissemos mais nada até chegarmos ao porto.
Eu a admirava e desejava ser capaz de ver o mundo como ela.
Assistimos a mais duas partidas, e, ao contrário do que havia dito, não participei de nenhuma delas.
Não entrei no jogo porque estava apenas com a roupa do corpo e seria bastante incomum entrar numa partida de voleibol usando calças compridas e camisa social. Além disso, minhas roupas ficariam suadas, e eu não teria como trocá-las. Pelo menos foi essa a desculpa que usei para não participar.
Mas, como ela tinha dito, podemos dar ao nosso medo o nome que quisermos, e ele continuará nos limitando da mesma forma. Agora sei que, se quisesse ter participado do jogo, minhas roupas não teriam sido obstáculo.
Na verdade, faltou resgatar o espírito de criança que não se contenta em ficar apenas olhando as outras brincarem.
Quando o calor se tornou mais ameno, ela sugeriu um novo passeio.
- Que tal irmos ao porto? - perguntou.
- Você é a chefe da nossa excursão. Seu desejo é uma ordem - respondi.
Pegamos o carro e seguimos pela avenida em direção ao porto.
- Estou achando maravilhosa essa nossa viagem e tudo o que estou aprendendo com você - comentei.
- Mas... Sua frase continuará com um ‘mas’, não é? - perguntou.
Ri de sua perspicácia.
- Mas - continuei - devo confessar que sinto muita dificuldade para pôr em prática esses conhecimentos.
- Todas as coisas estão o tempo todo diante de seus olhos. Você só não as verá se não as estiver procurando - comentou.
- Falando parece fácil - murmurei.
- Quantos parafusos você se lembra de ter visto hoje? - perguntou subitamente.
- Quantos o quê?! - exclamei.
- Você ouviu muito bem. Quantos parafusos você se lembra de ter visto hoje? - repetiu.
- Para ser sincero, nenhum - respondi.
- Você não viu nenhum porque não os estava procurando. Quando estiver, encontrará parafusos em todos os lugares.
Olhei para o painel do carro e imediatamente encontrei dois parafusos.
- Parafusos são coisas muito comuns - desdenhei.
- As outras coisas podem exigir uma procura mais persistente, mas se você não procurá-las jamais as encontrará. Sem procura, não há descoberta - sentenciou.
Fiquei pensando, em silêncio.
- Na natureza existe um momento certo para tudo - continuou. - Se você pegar dois gravetos e esfregar um contra o outro, o atrito fará a temperatura aumentar. Se continuar esfregando, a temperatura subirá tanto que, em determinado instante, um deles começará a pegar fogo. A partir daí você não precisará mais esfregar, pois o fogo se manterá sozinho.
Ela retirou uma pequena agenda e uma caneta de sua sacola, anotou alguma coisa e guardou-as novamente. - A natureza mostra que temos de manter o esforço durante algum tempo, até o processo atingir seu limiar,
depois ele se mantém por si mesmo - disse.
- Esfregar gravetos mentais... É uma boa metáfora - comentei.
- Você tem de iniciar sua busca conscientemente. Isso exige algum esforço, mas, se sustentá-lo até o limiar, tudo passará a acontecer sozinho. É uma lei natural - finalizou.
Pensei em algumas coisas que relutei para aceitar, mas que depois passaram a fazer parte do meu dia-a-dia.
- É como escovar os dentes, não é? Quando somos crianças, nossos pais precisam nos obrigar a escovar os dentes. Depois passamos a fazê-lo espontaneamente e não conseguimos mais ficar sem escová-los - concluí.
- Escovar os dentes também é uma boa comparação - brincou.
- O problema são os tropeços no caminho - comentei. - É difícil manter uma condição nova durante muito tempo. Veja o caso dos regimes.
Para emagrecer, basta comer um pouco menos todos os dias, mas pouquíssimas pessoas conseguem fazê-lo. Somos muito fracos.
- Engano seu - discordou -, somos muito fortes. O que nos aprisiona é a acomodação.
- Não sei se sou tão forte assim - confessei.
- Vou contar uma história que aconteceu quando eu era menina. Certa vez, um circo foi apresentar-se na cidade em que eu morava. Quando ele estava sendo montado, um leão fugiu da jaula e saiu pelas ruas da cidade.
Nem preciso dizer sobre o pânico criado. Ao ver o leão, todos corriam em busca de um lugar seguro.
Ela fez uma pausa, esperando a cena se formar em minha imaginação.
- Na rua principal existia uma pequena oficina de relojoeiro. Ela possuía apenas a porta de entrada e uma minúscula janela na parede do fundo. O dono era um homem sedentário; além disso, ele adorava comer e estava dezenas de quilos acima do peso ideal.
Fiquei imaginando como a história iria continuar.
- Depois de percorrer diversos lugares, o leão chegou à rua principal e resolveu entrar pela porta da relojoaria. Imagine o susto que o pobre homem levou ao ficar frente a frente com a fera. Numa fração de segundo, ele subiu em sua mesa e saltou pela janela de trás, escapando ileso. Logo em seguida, o pessoal do circo conseguiu cercar o leão e levá-lo de volta à jaula.
- Pelo menos ele passeou um pouco pela cidade - brinquei.
- De fato.
- E qual é a moral da história? - perguntei.
- Todos na cidade ficaram curiosos para saber como o gordo relojoeiro havia conseguido passar pela estreita janela durante a fuga. Bastava olhar para perceber que era impossível alguém daquele tamanho passar por urna janela tão pequena. Para mostrar como havia feito, o homem tentou
repetir a façanha, mas não conseguiu passar nem uma perna. Até hoje permanece o mistério de como ele conseguiu sair por aquela janela.
- Faltou o leão para lhe dar um estímulo - comentei.
- Sem dúvida. A partir daquele dia, percebi que somos capazes de fazer coisas incríveis. Somos muito mais fortes, ágeis e inteligentes do que imaginamos. É a acomodação que nos restringe. Ficamos parados, acreditando que não temos capacidade para vivermos uma vida extraordinária - declarou.
- Espero não ter de encontrar um leão para descobrir minhas capacidades ocultas - gracejei.
- Não se preocupe, os circos quase nem existem mais. Fica a seu critério desenvolver seus dons e desfrutar a vida. A natureza só torce por isso.
Ela virou-se para mim e esperou nossos olhos se encontrarem.
- Preste atenção no que vou lhe dizer. O paraíso é o lugar onde nossos sonhos se realizam. E ele pode ser aqui. Só depende de você.
Permaneci em silêncio durante vários minutos, deixando a mensagem ecoar em minha mente.
- Fico cada vez mais surpreso com você - confessei. - Gostaria de saber mais sobre sua vida. Onde você nasceu, estudou, quais livros leu, tudo.
- Se você espera uma história de grandes emoções, esqueça. Minha história é tão comum como a de todos. O passado não tem nenhuma importância.
É o que faremos daqui para a frente que vale. Não pense na minha história. Nem pense na sua história. Concentre-se apenas nas coisas que fará a partir de agora para tornar sua vida especial.
- Vou tentar.
- Não existe tentar. É fazer ou não fazer.
- Eu farei. Prometo.
Continuei dirigindo, e não dissemos mais nada até chegarmos ao porto.
Eu a admirava e desejava ser capaz de ver o mundo como ela.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Curso - MUDE A SUA VIDA EM 30 DIAS - 28 Dia
Ritual Matutino
Citação do Dia
- Sorria por 1 minuto
- Essa prática aumenta os níveis de serotonina em seu sistema e é um poderoso antidepressivo – sorria enquanto conta até 60.
- Medite por 5 minutos
- Faça o Exercício do Descanso de Pratos por 5 minutos
- Coloque seu valor virtual em sua planilha do jogo da prosperidade.
Durante o Dia
De acordo com o tema do dia, em relação ao que você quer que seja verdade para você, implemente as ferramentas e técnicas.
1) Torne-se consciente do nível de sua vibração Técnica do dia: Em qualquer sintoma que você esteja vivenciando, pergunte-se “O que está me chateando?”. Essa pergunta leva você ao coração de sua resistência. Então, pergunte-se “Como quero me sentir?” e pondere a respeito.
2) Desenhe os sonhos para a sua Caixa de Criação Sobre a sua pergunta “Como quero me sentir?” coloque a resposta para “O que desejo?” em sua Caixa de Criação.
3) Faça o exercício da Realidade Virtual – 30 segundos de uma cena de contentamento
Qual é a época do ano? Que horário do dia? Onde (cenário interno ou externo)? Quais são as pessoas de bom humor que estão nessa cena? O que você vê, escuta, cheira, saboreia, sente, faz? Entre na cena. Sinta-se bem.
Saia da cena.
4) Gaste sua quantia virtual do jogo da prosperidade que você se permitiu.
Ritual Noturno
- Lembre-se das coisas boas do dia
- Lista de Sucesso
Hoje eu gostei e me diverti com:
__________________________________________________
____________________________________________________________
- O Livro dos Aspectos positivos
Relembrando, escreva na parte reservada em seu caderno para esse fim, os seus aspectos positivos ou seja, as suas qualidades. Escreva também aspectos positivos de pessoas que conhece, lugares, animais, flores, filmes, roupas, perfumes, carros, lazer, etc. Esse exercício deverá ser realizado diariamente até o final do curso.
Além de fazer uma lista sobre seus aspectos positivos, escreva sobre mais 5 temas.
Por exemplo:
Eu gosto em mim: _____________________________________________
Eu gosto de tal lugar porque :____________________________________
Eu gosto de ouvir tal música porque :_____________________________
Eu gosto ______________________________________
Eu gosto ______________________________________
Eu gosto ______________________________________
- Intenção de Seguimento para dormir e ter um período de sonho
Forma como utilizaríamos nossos sonhos de modo mais eficaz:
Antes de ir dormir, dizemos:
“Acredito que sonharei essa noite.
Manifestarei enquanto estiver dormindo: ____________(aqui você diz o que quer que seja manifestado enquanto estiver dormindo)__________.
E se há algo significativo no meu sonho, desejo lembrar-me quando acordar”.
E de manhã, a primeira coisa que você fará será – assim que acordar – tornar-se consciente de que voltou para sua consciência física e perguntar se:
“Eu sonhei?”.
E se você sonhou, pergunte a si mesmo, mesmo que seja de forma incerta:
“Como senti o sonho?”.
Há muito mais informação na forma como você sente o sonho do que nos fatos que ele apresenta.
O Livro da Bruxa - 15º Capítulo
Jogo
Saímos do restaurante e voltamos a passear pela praia. Caminhamos apenas alguns minutos, pois o sol estava muito quente, e resolvemos nos sentar num banco à sombra.
Bem à nossa frente, um grupo de jovens disputava uma animada partida de voleibol. Os times eram mistos, e os jovens estavam levando o jogo a sério. Ao lado, outros garotos e garotas esperavam a vez de jogar.
Poucos minutos depois uma das equipes foi derrotada e saiu. Outra entrou no lugar para uma nova partida. - Por qual equipe você vai torcer? - ela me perguntou.
- Não sei. Deixe-me ver...
- Escolha uma antes do jogo começar - sugeriu.
- Acho que a turma que está entrando agora vai ganhar. Vou torcer por eles - respondi, entusiasmado.
Em pouco tempo a partida ficou bastante disputada. Ninguém queria deixar a bola cair, e os lances tornaram-se emocionantes.
Fiquei completamente entretido com o jogo. Depois de quase trinta minutos de disputa, a equipe que eu havia escolhido conseguiu uma vitória apertada.
- Ganhamos! - exclamei.
A bruxa fitou-me com um olhar curioso.
- Ganhamos? - perguntou.
Achei que ela não conhecesse as regras do jogo.
- É! ganhamos! A equipe que escolhemos ganhou a partida.
- Você acredita mesmo que ganhou da outra equipe? - perguntou.
- É claro. Fizemos mais pontos. Ganhamos - repeti.
- Olhe novamente para os jogadores e responda: quem você acha que se divertiu mais? Os jogadores da equipe que fez menos pontos ou você? - sugeriu.
Os jovens estavam se provocando mutuamente em tom de brincadeira. Uns estavam deitados na areia, alguns bebiam água, e outros comemoravam ou pediam uma revanche. Era uma festa animada. Não conseguia mais distinguir quem fazia parte de qual time. Fiquei sem saber o que dizer.
A bruxa virou-se para mim.
- É muito mais divertido ser jogador do time derrotado do que torcedor do time vencedor - comentou.
- Você tem razão - admiti, boquiaberto.
- Quando participamos, aprendemos e nos divertimos. Não há perdedores entre os que participam - disse.
Os jovens já começavam a se organizar para uma nova partida.
- Você não está sugerindo que eu entre num dos times para jogar, está? - perguntei.
- Se você for, tenho certeza de que aproveitará muito mais. Há uma enorme diferença entre participar e ficar na platéia. Entretanto, acho que o calor está demais para pessoas da nossa idade se aventurarem numa atividade física. Talvez mais tarde fosse um horário melhor - provocou.
- Por que você me pediu para escolher uma das equipes para torcer? - perguntei.
- Para você perceber como aceitamos facilmente a posição de torcedores.
Por outro lado, se eu tivesse sugerido a você para entrar no jogo...
- Foi para mostrar que continuo insistindo em permanecer na confortável posição de espectador, não é?
- Não só você. Estamos falando de todas as pessoas que abrem mão de participar e canalizam suas energias apenas para torcer pelas outras. É o desperdício do bem mais precioso que possuímos. Bilhões de pessoas adoram assistir aos jogos, mas poucas participam. Bilhões de pessoas apreciam livros, mas poucas escrevem. Bilhões gostam de ouvir música, mas poucas tocam. Bilhões adoram aventuras, mas poucas as vivenciam.
- Estou encaixado em todas essas categorias - confessei.
- Foi por isso que eu lhe disse que você estava apenas descrevendo locais maravilhosos a partir de mapas. É preciso participar. É para isso que estamos vivos.
- Acho que o medo de não ser capaz de fazer bem-feito é o grande obstáculo - comentei.
- Como vamos aprender algo novo sem admitir a possibilidade de errar? Preservar-se alegando medo de errar é um desperdício de vida. Por isso as crianças são superiores. Elas admitem que não sabem e fazem questão de participar de tudo. Se você fosse uma criança, estaria fazendo de tudo para entrar no jogo. As crianças não aceitam ficar assistindo. Os adultos têm medo de tudo. Você relutou um bocado até concordar em vir comigo à praia hoje pela manhã.
- Foi uma questão de responsabilidade profissional - argumentei.
- Dar outros nomes ao seu medo não o torna menos aprisionador.
- Está bem, confesso. Fiquei com medo de enfrentar uma situação nova. Afinal, não é todo dia que uma paciente me faz trazê-la à praia - declarei.
- A rotina é parte de nossa armadura. Protege, mas limita. Viver uma rotina na qual somos apenas torcedores é ainda mais limitante. Quantas pessoas, ao saberem que você é médico, já lhe disseram que também desejaram estudar medicina, mas que, por um motivo ou por outro, tiveram de abandonar esse sonho?
- Já ouvi essa história algumas vezes - respondi.
-As pessoas abrem mão de seus sonhos com uma facilidade espantosa.
Depois, quando ficam mais velhas, lamentam-se de tudo o que gostariam de ter feito e não fizeram. É muito triste.
Ajeitei-me, buscando uma posição mais confortável.
- No fim, só nos arrependeremos das coisas que não fizemos, não é? - perguntei.
- É, mas não vá me deixar aqui falando sozinha e entrar no jogo agora - brincou.
Os jovens já estavam se posicionando para iniciar uma nova partida.
- Agora não. Como você disse, o sol ainda está muito forte. Talvez na próxima... - ameacei.
- Vou querer ver - provocou.
- Escolha um time para torcermos - sugeri.
- Qualquer um. Ambos serão vencedores.
- Tem razão.
E fiquei assistindo ao jogo com uma incrível vontade de participar.
Links para os capítulos anteriores:
1º Capítulo, 2º Capitulo, 3° Capítulo, 4º Capítulo, 5º Capítulo, 6º Capítulo, 7º Capítulo, 8º Capítulo, 9º Capítulo, 10º Capítulo, 11º Capítulo, 12º Capítulo, 13º Capítulo, 14º Capítulo,
Saímos do restaurante e voltamos a passear pela praia. Caminhamos apenas alguns minutos, pois o sol estava muito quente, e resolvemos nos sentar num banco à sombra.
Bem à nossa frente, um grupo de jovens disputava uma animada partida de voleibol. Os times eram mistos, e os jovens estavam levando o jogo a sério. Ao lado, outros garotos e garotas esperavam a vez de jogar.
Poucos minutos depois uma das equipes foi derrotada e saiu. Outra entrou no lugar para uma nova partida. - Por qual equipe você vai torcer? - ela me perguntou.
- Não sei. Deixe-me ver...
- Escolha uma antes do jogo começar - sugeriu.
- Acho que a turma que está entrando agora vai ganhar. Vou torcer por eles - respondi, entusiasmado.
Em pouco tempo a partida ficou bastante disputada. Ninguém queria deixar a bola cair, e os lances tornaram-se emocionantes.
Fiquei completamente entretido com o jogo. Depois de quase trinta minutos de disputa, a equipe que eu havia escolhido conseguiu uma vitória apertada.
- Ganhamos! - exclamei.
A bruxa fitou-me com um olhar curioso.
- Ganhamos? - perguntou.
Achei que ela não conhecesse as regras do jogo.
- É! ganhamos! A equipe que escolhemos ganhou a partida.
- Você acredita mesmo que ganhou da outra equipe? - perguntou.
- É claro. Fizemos mais pontos. Ganhamos - repeti.
- Olhe novamente para os jogadores e responda: quem você acha que se divertiu mais? Os jogadores da equipe que fez menos pontos ou você? - sugeriu.
Os jovens estavam se provocando mutuamente em tom de brincadeira. Uns estavam deitados na areia, alguns bebiam água, e outros comemoravam ou pediam uma revanche. Era uma festa animada. Não conseguia mais distinguir quem fazia parte de qual time. Fiquei sem saber o que dizer.
A bruxa virou-se para mim.
- É muito mais divertido ser jogador do time derrotado do que torcedor do time vencedor - comentou.
- Você tem razão - admiti, boquiaberto.
- Quando participamos, aprendemos e nos divertimos. Não há perdedores entre os que participam - disse.
Os jovens já começavam a se organizar para uma nova partida.
- Você não está sugerindo que eu entre num dos times para jogar, está? - perguntei.
- Se você for, tenho certeza de que aproveitará muito mais. Há uma enorme diferença entre participar e ficar na platéia. Entretanto, acho que o calor está demais para pessoas da nossa idade se aventurarem numa atividade física. Talvez mais tarde fosse um horário melhor - provocou.
- Por que você me pediu para escolher uma das equipes para torcer? - perguntei.
- Para você perceber como aceitamos facilmente a posição de torcedores.
Por outro lado, se eu tivesse sugerido a você para entrar no jogo...
- Foi para mostrar que continuo insistindo em permanecer na confortável posição de espectador, não é?
- Não só você. Estamos falando de todas as pessoas que abrem mão de participar e canalizam suas energias apenas para torcer pelas outras. É o desperdício do bem mais precioso que possuímos. Bilhões de pessoas adoram assistir aos jogos, mas poucas participam. Bilhões de pessoas apreciam livros, mas poucas escrevem. Bilhões gostam de ouvir música, mas poucas tocam. Bilhões adoram aventuras, mas poucas as vivenciam.
- Estou encaixado em todas essas categorias - confessei.
- Foi por isso que eu lhe disse que você estava apenas descrevendo locais maravilhosos a partir de mapas. É preciso participar. É para isso que estamos vivos.
- Acho que o medo de não ser capaz de fazer bem-feito é o grande obstáculo - comentei.
- Como vamos aprender algo novo sem admitir a possibilidade de errar? Preservar-se alegando medo de errar é um desperdício de vida. Por isso as crianças são superiores. Elas admitem que não sabem e fazem questão de participar de tudo. Se você fosse uma criança, estaria fazendo de tudo para entrar no jogo. As crianças não aceitam ficar assistindo. Os adultos têm medo de tudo. Você relutou um bocado até concordar em vir comigo à praia hoje pela manhã.
- Foi uma questão de responsabilidade profissional - argumentei.
- Dar outros nomes ao seu medo não o torna menos aprisionador.
- Está bem, confesso. Fiquei com medo de enfrentar uma situação nova. Afinal, não é todo dia que uma paciente me faz trazê-la à praia - declarei.
- A rotina é parte de nossa armadura. Protege, mas limita. Viver uma rotina na qual somos apenas torcedores é ainda mais limitante. Quantas pessoas, ao saberem que você é médico, já lhe disseram que também desejaram estudar medicina, mas que, por um motivo ou por outro, tiveram de abandonar esse sonho?
- Já ouvi essa história algumas vezes - respondi.
-As pessoas abrem mão de seus sonhos com uma facilidade espantosa.
Depois, quando ficam mais velhas, lamentam-se de tudo o que gostariam de ter feito e não fizeram. É muito triste.
Ajeitei-me, buscando uma posição mais confortável.
- No fim, só nos arrependeremos das coisas que não fizemos, não é? - perguntei.
- É, mas não vá me deixar aqui falando sozinha e entrar no jogo agora - brincou.
Os jovens já estavam se posicionando para iniciar uma nova partida.
- Agora não. Como você disse, o sol ainda está muito forte. Talvez na próxima... - ameacei.
- Vou querer ver - provocou.
- Escolha um time para torcermos - sugeri.
- Qualquer um. Ambos serão vencedores.
- Tem razão.
E fiquei assistindo ao jogo com uma incrível vontade de participar.
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