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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Relaxamento para Crianças

As crianças não só podem como precisam fazer o relaxamento. Assim como os adultos, as crianças também vivenciam situações diárias de stress e ansiedade e portanto também se beneficiam com a técnica de relaxamento.

O relaxamento infantil pode ser usado por qualquer criança. Crianças agitadas, hiperativas, ansiosas, irritáveis e com sintomas de stress infantil, poderão sentir-se bem melhor após o exercício.

Além disso a prática de relaxar contribui para que a criança, desde cedo, se familiarize com seus sentimentos e emoções, deixando a criança mais centrada em suas sensações.

No início, a criança precisa de auxílio para aprender a relaxar, principalmente as crianças menores. Por isso, é importante, que os pais estejam presentes e encorajem os filhos a aprender. Em princípio, assim como o adulto, a criança pode apresentar alguma dificuldade para se concentrar e conseqüentemente relaxar, mas aos poucos, o relaxamento vai se tornando uma brincadeira divertida e um hábito prazeroso.

O relaxamento pode ser praticado a qualquer hora do seu dia.

Durante o exercício de relaxamento é extremamente importante a educação da respiração. É necessário uma respiração profunda, caraterizada pela calma e serenidade. O principal músculo da respiração é o diafragma. A contração do diafragma alonga os pulmões, provocando a inspiração (movimento de puxar o ar para dentro), já a compressão do abdome, provoca a expiração (movimento de expulsar o ar). Os dois movimentos são essenciais para garantir uma boa respiração, durante o relaxamento.

Exercícios para as Crianças

Você pode escolher exercícios que possa mostrar às crianças como se fosse uma brincadeira, e deste jeito conseguir que elas relaxem. Comece com apenas alguns minutinhos e vá aumentando o tempo aos pouquinhos.

A visualização criativa, é uma ótima alternativa para ser utilizado como relaxamento para crianças. Auxiliando para que ela se sente confortavelmente e a instruindo para que inicie uma respiração tranquila e continua, comece uma narração, onde a criança possa imaginar uma situação que traga tranquilidade... Você pode iniciar o exercício com a da narração seguinte:

"Feche seus olhos. Inspire profundamente .... agora solte o ar ... vagarosamente. Imagine que na ponta do seu nariz existe um lápis colorido... Você pode escolher a cor do lápis... Tente com sua cabeça .... fazer um número oito na horizontal... Faça este movimento mais três vezes ... não esqueça da respiração. Inspire.... e expire...."


Uma outra técnica é chamada “como um balão”, e baseia-se no comportamento de um balão quando você o enche de ar, assim como também quando você deixa escapar o ar.

A criança deve inspirar lentamente o ar, fazendo com que entre nos seus pulmões de forma direta e com que a criança sinta seus pulmões crescendo, tal e como os balões. Depois ela deve expulsar o ar lentamente, deixando que escape como no caso dos balões. Deste jeito a criança conseguirá relaxar bem.

Outro exercício e técnicas de relaxamento para crianças consiste em imitar uma tartaruga, como se fosse uma de verdade. A criança terá que imitar as tartarugas quando elas começam a se esconder na carapaça, encolhendo os braços, as pernas e a cabeça no chão, ficando com as costas em arco, tal e como a carapaça da tartaruga. Depois a criança terá que começar a “sair da carapaça”, esticando suas pernas, seus braços e o pescoço.

Músicas Infantis Relaxantes

E claro, música para os baixinhos não poderia faltar!

Áudio 1

Áudio 2


Para baixar o áudio 1 clique aqui
Para baixar o áudio 2 clique aqui

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Lei da Atração para Crianças

O artigo que segue, faz parte do livro A Lei da Atração de MICHAEL J. LOSIER. Nesse capítulo, o autor ensina como pais e professores podem ensinar a lei da atração para crianças.

"Imagine ter todos em casa ou na sala de aula praticando a Lei da Atração. Esta parte é dedicada a lhe fornecer informações, ferramentas e jogos divertidos que vão ajudá-lo a ensinar a mensagem da Lei da Atração às crianças de um jeito fácil.

No ensino de adultos, é comum usarmos palavras como "manifestação", "vibrações", "sincronicidade", "coincidência". Quando se ensina a Lei da Atração às crianças, é importante falar com elas no seu nível, utilizando palavras que elas compreendam.

Três sugestões para ensinar a Lei da Atração às crianças

Sugestão 1: Mantenha uma linguagem simples!
Em vez de usar a palavra vibração, use por exemplo, bom humor ou mau humor.

Recentemente, quando me pediram para falar para uma turma de crianças de dez anos, decidi começar minha apresentação usando uma palavra que elas compreendessem. Minha pergunta foi: "Vocês podem me dar exemplos de situações em que vocês ou outra pessoa que conheçam fiquem de mau humor?" Logo os alunos levantaram a mão. Eis alguns dos exemplos que me deram:

Quando minha mãe não toma o seu café, fica com mau humor.
Quando meus pais brigam, ficam de mau humor.
Quando o recreio termina, fico de mau humo.
Quando o valentão do colégio me enche a paciência durante o dia, fico de mau humor.

É claro que essas crianças sabiam exatamente o que era mau humor e concordavam que, estar perto de gente com mau humor ou ficarem de mau humor, não era uma sensação nada agradável.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Você Cuida da Espiritualidade de seu Filho? - Parte 3

Como essa palavra “acontece” na sua casa? Para praticar é preciso pertencer a alguma religião? A Revista Crescer decidiu discutir o termo e o tema com pessoas bem diferentes e o resultado é surpreendente: praticar espiritualidade pode ser mais simples do que você imagina.

Irei publicar semanalmente, a materia que foi dividida em cinco partes.

De repente, aprende

Acompanhar uma criança crescer é voltar a nos surpreender com os detalhes. Desde bebê, tudo é novidade, mistério, um pedaço do sagrado. Tudo é encanto. E recuperamos a razão do contemplar. Ter filho dá essa “coisa” na gente: temos vontade de juntar o que é mais bonito e mostrar, um por um. E torcer para que ele não perca nada. Isso também é praticar espiritualidade. Você quer compartilhar. “É quando você vê uma flor linda e quer contar para seu marido, quer que ele veja a mesma beleza que você viu”, diz o padre Claudio. Voltar-se para observar a vida que pulsa no outro nos joga a outro exemplo de espiritualidade: a compaixão. No sentido etimológico, significa “sofrer com”. Se o outro importa para mim, eu sofro quando ele sofre.

Aconteceu numa escola no Canadá. Sylvie, 9 anos, foi para a escola usando tênis com velcro. Algumas outras crianças zombaram dela, dizendo que estava usando tênis de bebê. Esse é o tipo de humilhação que arrasaria o espírito de qualquer criança de 9 anos. Mas então algo aconteceu. Quando a sala estava saindo para o intervalo, a melhor amiga de Sylvie, June, trocou um pé do tênis com ela. Sem dizer uma palavra ela transformou um ataque maldoso e excludente em uma brincadeira. A menina passou o recado: “Ela é minha amiga – se zombarem dela, vão estar zombando de mim”.

Essa história está no capítulo escrito pela canadense Mary Gordon, perita em educação familiar, no livro Honrar a Criança – Como Transformar esse Mundo, coletânea de textos sobre a infância, lançado no Brasil no mês passado, pelo Instituto Alana. A autora fala do poder da empatia, que tem tudo a ver com espiritualidade: a menina “entrou no sentimento” da amiga e melhorou a situação. Nada mais transformador – e espiritual. “A empatia é o verdadeiro cerne da sociedade civil, seja essa sociedade a sala de aula, a escola, a comunidade, o país ou a nossa ‘aldeia global’”, escreveu a especialista.

Por quê?

Praticar espiritualidade requer dedicação. É preciso paciência naquele dia que o trânsito fez você se atrasar para pegar seu filho na escola e ainda quase perder a consulta dele no pediatra, enquanto ele insiste em observar as formigas caminhando na calçada. Ele está puxando você para a espiritualidade, mas as coisas que nos “desgraçam”, ou seja, “que nos tiram a graça” – ainda usando as definições do professor Cortella –, estão aí a todo momento. É hora de buscar alternativas. Não podemos aceitar que a vida se resuma a conseguir sobreviver a um dia de cão. Temos que querer mais para nós mesmos e nossa família. E isso não necessariamente é conseguir fazer a tão sonhada viagem em família para Fernando de Noronha. Pode estar naquela gargalhada depois de um banho de chuva inesperado, no sorriso do bebê depois de seu aperto gostoso na barriga dele ou naquela história que ele vai contar quando chegar da escola. A criança precisa enxergar a vida com significado e aprender que o que ela faz influencia o outro, seja a família, os amigos, o cachorro, a violeta na sala que ela já aprendeu a não mais arrancar as florzinhas. Nossas atitudes têm consequências e está em nossas mãos dar um rumo a elas. É o mesmo caminho da felicidade, não?

Pois foi por aí que um estudo do ano passado relacionou espiritualidade com felicidade. Segundo o pesquisador mark holder, da universidade de british columbia, no canadá, um estudo coordenado por ele mostrou que as crianças que dão significado para suas vidas desenvolvem relacionamentos profundos e de qualidade – ambos medidas de espiritualidade –, além de serem mais felizes. A razão está aí. Viver tem de fazer sentido. Muito sentido.

Praticar espiritualidade é...


”Penso sempre em atividades como música, pintura, escultura com massinha, por exemplo, que manterão as crianças sensíveis.”

Paulo Porto Correia, diretor do Instituto Triângulo e pai de Pedro, de 6 anos, e Carol, de 11 meses

2 perguntas para Mario Sergio Cortella

Como expressar a espiritualidade?
Quando você conecta-se a outras pulsações de vida. Quando eu me relaciono com outras pessoas e essa relação é respeitosa, cuidadosa, prazerosa, eu estou fazendo a vida vibrar em outro. Eu tenho um hábito. Quando gosto demais de um livro, esteja onde estiver, eu o fecho e bato palmas. Parece loucura, mas é a minha maneira de render graças. Render graças: o que deixa a vida mais engraçada. Quando você rende graças a um alimento gostoso, a uma música boa, a uma convivência, a um local bonito, você se sente parte daquilo.

O que os pais podem ensinar?
Educar para espiritualidade na família significa ser capaz de render graças o tempo todo, inclusive na refeição. Impedir o desperdício, por exemplo. Meus pais não admitiam que ficasse comida no prato. Pode parecer algo mesquinho, mas não era uma questão econômica, e sim para render graças ao alimento. E hoje você vê famílias que vão a um fast-food com os filhos e aceitam que eles façam guerra de batata frita. Por isso educar para a espiritualidade na família é primeiro ser capaz de construir momentos de convivência em que a gratidão venha à tona.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Você Cuida da Espiritualidade do seu Filho? - Parte 2

Como essa palavra “acontece” na sua casa? Para praticar é preciso pertencer a alguma religião? A Revista Crescer decidiu discutir o termo e o tema com pessoas bem diferentes e o resultado é surpreendente: praticar espiritualidade pode ser mais simples do que você imagina.


Irei publicar semanalmente, a materia que foi dividida em cinco partes.

O que Importa
 “Espiritualidade é um sentimento de que a vida não se esgota nem nesse tempo nem nessa materialidade”, diz. Ou seja, a vida não se esgota em você e no seu filho. Não basta apenas vocês estarem bem e felizes. Os vizinhos, os amigos da escola, os animais, as plantas também precisam de atenção, de cuidado.

Mas as crianças conseguem ter esse sentimento? “Sim quando os pais revelam um sentimento, um pensamento em atitudes concretas. É quando ela vê ou os pais agradecendo pelo dia, pela refeição, por exemplo, e é incentivada a fazer o mesmo”, afirma padre Claudio. É você saborear algo – uma comida, uma música, um livro, um abraço – e mostrar que está feliz.

Por isso que a palavra espiritualidade está ligada mais ao “ser” do que ao “ter”. E aqui não estamos apenas falando de consumismo. Mas também estamos nos referindo ao que não pode ser comprado, ao sentimento bom que só o contato com o outro ser vivo pode nos provocar. É o que comprova que não vivemos inutilmente, que a sua vida, a do seu filho, de seu companheiro e de todos com quem você convive faz sentido.

A religião é, na verdade, uma forma de “organizar” a prática da espiritualidade, mas devemos ir além. Se você segue algum tipo de crença ou convive com isso de alguma forma, já descobriu que pouco adianta limitar seus pensamentos e ações a um lugar concreto, seja dentro de uma igreja, uma mesquita ou um centro. Só vale se acontecer no dia a dia, afinal, a espiritualidade existe a partir da conexão com o outro. E é uma representante religiosa quem nos diz: “Não pode estar desvinculado da vida cotidiana, por que se não a espiritualidade não tem uma função prática”, diz a monja Miao Shang, do templo budista Zu Lai, de São Paulo. É uma questão de coerência. Mas, de que importa você não jogar o lixo no chão e usar apenas produtos ecologicamente corretos, se não for capaz de ser gentil com um estranho?

Praticar espiritualidade é...


”Outro dia a Helô acordou muito cedo porque estava com o nariz entupido. Em vez de esticar esse mal-estar, aproveitei para levá-la ver o nascer do sol da minha lavanderia. Quantas cores, quanto frescor... E assim, o que poderia ter sido uma manhã convencional passou a ser espiritualizada com esse toquezinho poético.”

Tatiana Bonumá, jornalista, mãe da Heloísa Bonumá Valsi, de 4 anos “ nhyctftr

2 perguntas para a mestra Miao Shang, do templo budista Zu Lai

O que é espiritualidade?

Não é algo externo a nós, misterioso ou esotérico. É o mundo prático. A espiritualidade não pode estar desvinculada da vida cotidiana. Se fosse algo que você precisasse apenas entrar em um templo para encontrar, ela se desvincularia do ser íntegro que uma pessoa deve ser. Por que o ser humano não é apenas matéria, mas também mente e espírito. E essas três coisas devem andar juntas.

De que maneira as famílias podem praticar essa espiritualidade? E como ensinar às crianças?

Tenha e pratique boas palavras, boas atitudes e bons pensamentos. Ou seja, dê o exemplo. Ensine que não podemos maltratar os animais nem jogar lixo na rua, que é preciso ajudar os idosos, mostrar gratidão pelos alimentos. Há muito que ensinar para as crianças no âmbito real, vivo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Você Cuida da Espiritualidade do Seu Filho?

Como essa palavra “acontece” na sua casa? Para praticar é preciso pertencer a alguma religião? A Revista Crescer decidiu discutir o termo e o tema com pessoas bem diferentes e o resultado é surpreendente: praticar espiritualidade pode ser mais simples do que você imagina.

Irei publicar semanalmente, a materia que foi dividida em cinco partes.


Reparar que o vaso de flor está cheio de brotinhos novos. Sorrir cada vez que seu filho disser “por favor” ou “obrigado” (principalmente se for para outra pessoa, quem sabe até um desconhecido). Parar para assistir a um pôr do sol em plena segunda-feira. Dar um copo de água com açúcar para um amigo que precisa se acalmar. Preparar um café da tarde bem gostoso, com direito ao bolo preferido do seu filho. Registrar um sorriso de seu bebê numa fotografia para poder grudá-la bem em frente à sua mesa de trabalho. Ouvir o canto do sabiá em meio ao barulho dos carros em um trânsito caótico. Esta pode parecer apenas uma lista simples de possibilidades do cotidiano. Mas, se você está aí suspirando ao imaginar cada uma delas, é porque aqui tem algo especial: exemplos de como a espiritualidade acontece no seu dia a dia, muitas vezes sem você perceber. E espiritualidade não está ligada à religião? Sim, está. Mas não é somente o fato de seguir alguma crença que define se uma pessoa é espiritualizada. É muito mais.

Sim, faz sentido

Quando pedimos ao professor e filósofo Mario Sergio Cortella uma definição de espiritualidade, ele nos surpreendeu. “É tudo aquilo que torna a vida engraçada”, disse. E explica: o termo “engraçado” está associado ao “render graças” e, por isso, espiritualidade é o que enche a vida de graça. Ou seja: pode ser alguém que faz você gargalhar, pode ser a deliciosa sensação de um mergulho no mar. O que fizer você feliz.
Padre Claudio Gregianin, vigário da Igreja Coração de Maria, em Higienópolis (SP), tem outra explicação para o termo: uma espécie de “oxigênio da alma”. “Existe uma palavra judaica – ruâh –, vista no Antigo Testamento, que significa ‘vento’, ‘sopro’, e que também é a referência para ‘espírito’, o ‘não material’. E, segundo o conceito de fé judaico-cristã, é esse sopro que movimenta o nosso pensamento, o nosso coração e o nosso comportamento.” Nos últimos dez anos o termo espiritualidade se dissociou da palavra religiosidade, e agora não está mais obrigatoriamente ligado à religião.

Praticar espiritualidade é...

”Eu sempre alimento os sonhos dos meus filhos. Acredito que permitir que eles encontrem o seu próprio caminho, se descubram, também é uma maneira de exercer a espiritualidade.”

Patrícia Otero, coordenadora da ONG 5 elementos e mãe de Luiz Otero Miller, de 11 anos, e Pedro Otero Miller, de 13 anos

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Muita Fé na Vida

Autora de livro sobre os principais santos venerados no Brasil fala sobre a importância de introduzir a fé no cotidiano dos nossos filhos.
Carolina Chagas, 36, jornalista e mãe de João Francisco, de 3 anos, e João Henrique, de 1

Artigo publicado na revista Pais e filhos.
Sou uma pessoa de fé. Rezo com freqüência e quando faço um pedido a Deus – com quem converso diariamente –, acredito piamente que serei atendida. Claro, meus pedidos costumam ser justos (na minha avaliação).

Também penso, quando os formulo, se a concretização do que almejo vai atrapalhar alguém (se sim, desisto de pedir). Essa relação com Deus fez desde sempre minha vida fluir de um jeito especial. Não que eu não tenha passado por dificuldades. Já passei por várias. Mas acho que o fato de ter fé sempre me fez seguir adiante com a espinha ereta e o coração tranqüilo e cheio de esperança por dias melhores. E, quando eles chegaram, sempre parei para agradecer a Deus.

Não tive uma formação católica tradicional, mas meus pais tiveram. E os santos e Deus sempre conviveram conosco harmonicamente desde que me dou por gente. São José foi o primeiro santo que me ensinou que eu podia fazer pedidos – e bem definidos – e que eles seriam realizados. Todo dia 19 de março é uma alegria na minha casa. Escrevemos em pedaços de papel, como num amigo secreto – ou oculto –, o nome de todas as frutas que sabemos reconhecer. A gente se reúne, faz um pedido em silêncio e tira uma fruta daquele monte de papéis. A que sair terá de ser evitada até o dia 19 do ano seguinte. São José nunca me decepcionou – nem no ano que me deixou sem comer uva nem beber vinho. Quando não atendeu a um pedido que lhe fiz, mandou coisa melhor.

Quando virei mãe de meu primogênito, João Francisco, em 2003, fiquei pensando em como incluir espiritualidade e essa “fé na vida” no cotidiano dele. O nascimento do João Henrique, em 2005, teve um componente mágico que me fez acreditar ainda mais em Deus e reforçou essa vontade de dividir com os meus filhos essa crença.

Tive de fazer uma cesariana, porque minha médica desconfiou do padrão de batimento cardíaco do feto. Ao tirar o bebê de minha barriga, ela descobriu que ele tinha dado um nó verdadeiro no cordão umbilical. Fato pouco comum, o nó é a maior causa de morte aos 9 meses. Se a mãe entra em trabalho de parto, o nó tende a apertar e interromper o fornecimento de oxigênio ao bebê. João Henrique veio ao mundo cheio de saúde e, um dia, uma amiga me ligou e perguntou se porventura eu tinha feito cesárea com data marcada. Vendo minha surpresa, contou que 13 de julho, data de nascimento do garoto, era dia de São Henrique, santo pouco popular por aqui, mas com alguns devotos na Alemanha. Achei que era um sinal.

Meus filhos são pequenos, mas já conhecem as histórias dos santos católicos, de Jesus e de Nossa Senhora. Convivem com São José, meu santo de devoção. Do alto de seus 3 anos, João Francisco já dá três pulinhos para São Longuinho toda vez que acha um objeto perdido. Para pedir a ajuda de São Longuinho basta dizer “São Longuinho, São Longuinho, me ajude a achar (fale o objeto perdido) que te dou três pulinhos”. Assim que encontrar o objeto, não esqueça do santo e ele nunca lhe deixará na mão.

Como introduzi esses pequenos hábitos na rotina dos meninos? Naturalmente. Como faço com qualquer outra história da carochinha ou hábito de organização que quero que eles tenham. Faço votos que sejam íntimos de Deus e todos os santos e possam recorrer a eles nos momentos de aflição e alegria. A minha parte, que é apresentá-los, estou fazendo. E com muita alegria.

Para saber mais
O Livro das Graças, de Carolina Chagas
Com ilustrações de Inés Zaragoza e Monica Schoenacker, a obra, escrita quando Carolina estava grávida de João Francisco, traz pequena biografia de 55 santos populares no Brasil e ensina a fazer pedidos para eles. Publifolha, R$ 26,90, www.publifolha.com.br

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Os Benefícios da Shantala

Para as mamães que querem reforçar o vínculo com os seus bebês, a Shantala é uma ótima opção. Originada no sul da Índia, é uma massagem que, além de relaxar a criança, tem como objetivo integrar pais e filhos.

Essa massagem faz parte da cultura indiana. É um ensinamento passado de geração para geração. A técnica foi batizada com esse nome pelo obstetra francês Fréderick Leboier, na década de 70, após observar uma moça chamada Shantala massageando seu bebê de uma forma diferente. Ele escreveu um livro sobre o assunto e assim a técnica começou a se popularizar”,

Além de promover a integração entre os pais e suas crianças, a massagem é capaz de aliviar cólicas, regularizar o sono, equilibrar o desenvolvimento psicomotor, acalmar e eliminar tensões do bebê.

Idade Recomendada
A shantala só pode ser aplicada a partir de um mês de nascido devido a pele do bebê esta melhor preparada. Muitas vezes descama, troca de pele. Também o umbigo já esta cicatrizado. Apesar de ser um toque carinhoso, a shantala tem um toque profundo e forte, não é superficial, faz alongamentos e trabalha a musculatura e articulações.

Benefícios para Mãe e para o Bebê

O bebê, quando ainda na barriga da mãe, se encontra num ambiente aconchegante que transmite proteção e amor. Após o nascimento, a criança passa por um choque.
Encontra um ambiente mais “hostil” e passa por um período de adaptação e maturação. A Shantala é importante porque torna este processo muito mais confortável e natural.

E os benefícios não param por aí. Pesquisas mostram que os bebês que são submetidos a sessões diárias de shantala, têm um sono mais tranquilo e relaxam com mais facilidade.

Além isso, a técnica acelera o processo de maturação do intestino, o que explica o fato de a técnica ser um ótimo “remédio” para cólicas, e na maturação do tônus muscular dos bebês.

Para as mães, muitas vezes cansadas com a rotina do pós-parto, a massagem acaba tornando-se também um momento de relaxamento e proximidade com o bebê. Um ritual de amor e intimidade onde os dois só têm a ganhar.

A técnica também pode ser aplicada pelo pai, pela babá ou outra pessoa que tem afeto pela criança, como também por um profissional desta massagem.

Contra Indicações

Só não se deve aplicar quando o bebê está muito doente ou nas crises. É preventiva, mais na hora da crise não dá para aplicar. Outra contra-indicação seria para doenças de pele que impeçam o toque. Mas ela é ótima para restabelecera saúde.

Também não deve ser feita na criança com estômago cheio, vazio, não deve estar dormindo, nem com frio.
Passo a Passo

Segue a série de 3 vídeos, que explica o passo a passo para a aplicação da massagem.

Você também poderá baixar uma apostila disponibilizada pela Natura, que apresenta a técnica de forma um pouco mais simplificada, porém que pode ser impressa e estar a mão na hora da aplicação. Clique no link abaixo.

Download: Apostila Massagem-Shandala







Informações Fonte: http://caminhosdoconhecimento.com/terapias/massagem-terapeutica.html e http://vilamulher.terra.com.br/os-beneficios-da-shantala-para-os-bebes-8-1-54-31.html

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Afirmações positivas para crianças

Que tal ajudar seu filho a construir e alimentar pensamentos positivos? A procurar em cada situação - mesmo aquelas que pareçam difíceis - um viés positivo e confiante de se posicionar e agir com segurança e satisfação?
Não é mais novidade a ideia de que através dos pensamentos nós somos capazes de criar nossa realidade. Então, incutir isto nas crianças desde cedo as tornará mais flexíveis aos acontecimentos e com a autoestima fortalecida para encarar os diferentes acontecimentos da vida.

Porque, afinal, os pequenos também passam por situações de desafios, como mudança de escola ou provocacão (bullying) de outras crianças, por exemplo. E a maneira como elas reagem a tais situações é um reflexo direto de como se sentem. Ensiná-las a trocar o padrão de "ninguém gosta de mim" para "eu me amo e as outras pessoas me amam também" tem um poder de transformação incrível. Ajudá-las a pensar e, consequentemente, a agir construtivamente é maravilhoso.

Cada palavra expressa exerce uma ação sobre nós e o objetivo das afirmações é mudar o padrão de pensamento que pode levar ao comportamento de autoestima baixa. As mensagens positivas acabam sendo incorporadas ao inconsciente e passam a fazer parte da vida.

Uma ótima idéia é ensinar as crianças a fazerem "o caderninho das coisas boas", com anotações diárias de acontecimentos positivos. Pode ser algo que tenha divertido a criança, que lhe tenha provocado prazer ou alegria, um progresso, uma conquista. Vale também anotar alguma coisa boa que a criança fez a outras pessoas (emprestar um brinquedo, falar obrigado, fazer alguém sorrir). Se ela ainda não escreve, você escreve por ela. Mas também pode ser um desenho, uma colagem, qualquer coisa que represente positivamente os bons acontecimentos do dia.

As anotações reforçam a ideia de que a vida tem muito mais coisas positivas do que negativas, tanto acontecendo quanto partindo da criança. É uma boa maneira de fortalecer a autoestima e de focar no que realmente vale a pena. Minha cliente concorda: "Acredito piamente que tudo, por menor que seja, uma palavra, uma atitude que vc faz para melhorar a autoestima de uma criança é válido porque ela sempre tira um proveito, uma lição".

Controlar os pensamentos negativos e transformá-los em afirmações e atitudes positivas afetam a realidade, construindo uma personalidade mais autoconfiante e, consequentemente, mais feliz. Quando uma pessoa repete as mesmas frases, acaba acreditando e as aceitando como verdades. Começando cedo a construir e alimentar pensamentos positivos, a caminhada pela vida fica mais leve, mais feliz e recompensadora. Ser feliz é uma decisão diária. A autoestima decorrente desta prática é algo que a criança levará para sempre.

Ensine seus filhos a transformar afirmações negativas em positivas. Por exemplo:

Eu não gosto do meu cabelo - se transforma em Eu me amo exatamente como sou.

Se eu não fizer o que eles querem, eles ficarão zangados comigo - se transforma em Eu me posiciono no que acredito ser importante para mim.

Por que ninguém fala comigo? - se transforma em Eu estou cercado de amor.

Fiz bobagem mais uma vez - se transforma em Eu aprendo com meus erros e sigo em frente.

Não quero que aquela criança sente do meu lado - se transforma em Eu vejo o melhor em cada um.

Fonte: Texto de Carolina Arêas

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Crianças Índigo - CUIDANDO DO MUNDO

Artigo da revista PAIS & FILHOS, publicado em março de 2009.


Segundo os espiritualistas, uma nova geração de crianças começou a surgir nas últimas décadas, com a missão de mudar nossos valores. Chamadas de crianças índigo, elas teriam várias características em comum, incluindo uma rebeldia – com causa – nata. Será verdade?

Em 1986, a filósofa e teóloga Nancy Ann Tappe, adepta da metafísica e da cromoterapia, lançou o livro Understanding your life through color (Entenda sua vida por meio da cor). Segundo a teoria apresentada pela pesquisadora, em algumas crianças seria possível identificar uma coloração azul violeta (índigo) na aura, o campo energético ao redor do corpo. Esta cor revelaria um alto grau de consciência espiritual, devido à missão destas pessoas de transformar valores em nossa sociedade. Por este motivo, estas crianças foram chamadas de índigos.

Antes que você pense que isto é papo de maluco, responda sinceramente: você conhece alguma criança que costuma surpreender os outros por seu amadurecimento e fluência verbal, por não aceitar imposições arbitrárias, por desafiar o papel da escola e pela visão espiritualizada da vida? Pois bem: segundo esta teoria, você pode estar diante de um índigo.

Depois de Nancy, vários outros estudiosos e místicos seguiram a onda para entender melhor quem são e como lidar com os índigos, assim como os pesquisadores Lee Carrol e Jan Tober, que lançaram o livro Crianças Índigo, trazido ao Brasil pela Butterfly Editora. Segundo a psicóloga Valdeniza Sire Savino, que em janeiro organizou o 9° Seminário de Educação e Orientação ao Índigo, na livraria Cultura, em São Paulo, há diversos estudos em andamento na Europa e nos Estados Unidos a respeito desta teoria. Para ela, os índigos estão aqui “para nos lembrar daquilo que já sabemos, mas esquecemos”. Em outras palavras, estas crianças possuem outro tipo de comprometimento com a vida: espírito coletivo e integração com a natureza.

Aos seis anos, o estudante Victor Nicolau Sholl, hoje com 15, decidiu virar vegetariano por pena dos animais. Seguiu a dieta durante quatro anos por iniciativa própria, apesar do cardápio variado de sua casa, que incluía carnes. Aos 10, ele decidiu ter uma conversa séria com sua mãe. Achou que precisava “abrir o jogo” em relação ao seu mundo particular, que envolvia um grande amigo imaginário. “Desde pequeno, eu tinha um coelho como amigo imaginário. Um dia, ele me disse que o mundo era comandado por um universo espiritual e que havia uma luta do bem contra o mal. Por este motivo, eu seria um escolhido”, afirma. Ao chegar em casa e ouvir a história, sua mãe levou um susto. “Ele tinha um discurso muito fluente, não era próprio da idade dele”, afirma a bióloga Juliana Freitas Lima, mãe de Victor. “Também me contou que o coelho não era um amigo imaginário, mas sim uma entidade, e que ele tinha a missão de lutar pela preservação do planeta. A conversa inteira foi em tom de revelação espiritual”, lembra Juliana, com olhar intrigado.

Victor nunca mais voltou a falar no assunto. Hoje, afirma que tudo foi fruto de sua própria imaginação e prefere não pensar muito naquele dia. No entanto, pouco depois, uma amiga de Juliana comentou sobre a teoria dos índigos. “Foi então que ouvi falar no assunto e comecei a ler algumas coisas. Acho que há uma identificação com algumas características; ele detesta o modo de ensino convencional, por exemplo. Mas não estou convicta”, diz ela. Victor também desconfia um pouco que seja uma criança índigo. “Tudo o que ouvi falar a respeito possui uma conotação espírita, não gosto disso”, diz Victor. Aliás, apesar da pouca idade, ele já se interessou por várias religiões. “Fiz catecismo, mas não concordei com os textos que li. Deixei de ser cristão com 10 anos, identifiquei-me com o budismo, depois espiritismo, aí virei agnóstico e hoje sou panteísta”, afirma. “Acredito na totalidade das coisas e discordo do modo de vida atual, baseado no dinheiro”.

No geral, Victor possui várias características que o qualificariam como uma criança índigo: é estudioso, autodidata, rebelde, questionador e não gosta de violência. Para o médico Américo Canhoto, homeopata e clínico geral, encontrar crianças e jovens com este perfil é cada vez mais comum. “A maioria é muito articulada”, explica. Por isso, ele se preocupa com o modo com que os pais lidam com os filhos. Segundo o médico, muitos índigos adoecem porque não são compreendidos. “Não podemos esquecer de que são crianças que precisam de orientação. Há pais que abdicam da educação dos filhos para deixá-los com terceiros, ou permitem que o filho desconte suas frustrações na comida, incentivando um regime de confinamento e engorda”, explica.
No entanto, o problema mais grave encontrado entre os índigos, segundo o médico, é o diagnóstico errado por parte dos médicos, visto que muitos sofrem de insônia e agitação. “Vários são tratados como se tivessem TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) e colocados numa camisa de força química, o que pode levar à depressão, em casos extremos”, diz. Segundo os especialistas, os índigos não gostam de se concentrar nas aulas simplesmente porque aprendem rápido, enquanto as crianças com TDAH ou DDA (déficit de atenção) possuem dificuldade de memorização, por isso são dispersas. Esta é a diferença.

Espírita ou espiritualista?

Uma dúvida constante que envolve o tema se refere à origem do termo. Algumas pessoas afirmam que esse conceito veio dos espíritas, outros dizem que não é ligado a nenhuma religião específica, mas sim com a espiritualidade da Nova Era. Américo Canhoto explica que no livro A Gênese, o escritor francês e fundador da doutrina espírita Allan Kardec usou o termo crianças da Nova Geração para designar o que mais tarde seriam conhecidas como crianças índigos. No entanto, os autores que criaram ou se apropriaram do termo índigo recentemente não são necessariamente espíritas, e sim espiritualistas. “De qualquer forma, não gosto da mistificação em torno do assunto. É muito raro encontrar um livro objetivo sobre o assunto”, afirma Canhoto.

Segundo a teoria difundida por aqui, os índigos se dividem em humanistas, conceituais, artistas e interdimensionais. Os humanistas são sociais, altruístas e dispersivos. Os conceituais são pragmáticos, controladores e reservados. Já os artistas são mais sensíveis, criativos e visionários, enquanto os interdimensionais são serenos, ousados e independentes. Contudo, Canhoto prefere não entrar no mérito das classificações. “Há coisas muito mais sérias para estudarmos: como estimular a evolução dessas crianças, por exemplo. Ou como alimentá-las de forma saudável. Tudo isso é mais importante do que saber a qual tipo elas pertencem”, reflete. “Os pais precisam assumir a responsabilidade de transmitir princípios aos filhos e reforçar o senso de justiça das crianças”.

Independentemente de religiões e classificações, é visível que estamos passando por uma transição de valores: nunca se falou tanto em sustentabilidade, por exemplo. É exatamente por este motivo que as crianças ocupam papel primordial na evolução humana: após os erros e fracassos das gerações passadas, é preciso uma nova consciência para caminharmos em direção ao futuro. “O que importa é que essas crianças irão gerar transformação, e para isso elas não possuem medo”, diz Américo. “Suas mentes não são analógicas como as nossas – elas estão preparadas para uma realidade digital, para outros padrões de aprendizado e relações sociais”.

Se você acha que ter um filho índigo em casa basta para ficar sossegado, saiba que a realidade não é bem assim. Embora inteligentes, os índigos precisam de atenção e cuidados como qualquer pessoa. “Todo potencial pode ser preenchido com valores positivos ou negativos”, afirma Canhoto. “Hoje em dia, a educação dentro de casa é baseada em prêmio e castigo. No entanto, como as crianças não sentem medo, esse método não funciona”. Segundo os especialistas, a amizade entre pais e filhos, o respeito às suas escolhas e atividades saudáveis em conjunto são algumas opções para manter o convívio em paz e contribuir para o crescimento geral.