quinta-feira, 19 de maio de 2011

Você Cuida da Espiritualidade do Seu Filho?

Como essa palavra “acontece” na sua casa? Para praticar é preciso pertencer a alguma religião? A Revista Crescer decidiu discutir o termo e o tema com pessoas bem diferentes e o resultado é surpreendente: praticar espiritualidade pode ser mais simples do que você imagina.

Irei publicar semanalmente, a materia que foi dividida em cinco partes.


Reparar que o vaso de flor está cheio de brotinhos novos. Sorrir cada vez que seu filho disser “por favor” ou “obrigado” (principalmente se for para outra pessoa, quem sabe até um desconhecido). Parar para assistir a um pôr do sol em plena segunda-feira. Dar um copo de água com açúcar para um amigo que precisa se acalmar. Preparar um café da tarde bem gostoso, com direito ao bolo preferido do seu filho. Registrar um sorriso de seu bebê numa fotografia para poder grudá-la bem em frente à sua mesa de trabalho. Ouvir o canto do sabiá em meio ao barulho dos carros em um trânsito caótico. Esta pode parecer apenas uma lista simples de possibilidades do cotidiano. Mas, se você está aí suspirando ao imaginar cada uma delas, é porque aqui tem algo especial: exemplos de como a espiritualidade acontece no seu dia a dia, muitas vezes sem você perceber. E espiritualidade não está ligada à religião? Sim, está. Mas não é somente o fato de seguir alguma crença que define se uma pessoa é espiritualizada. É muito mais.

Sim, faz sentido

Quando pedimos ao professor e filósofo Mario Sergio Cortella uma definição de espiritualidade, ele nos surpreendeu. “É tudo aquilo que torna a vida engraçada”, disse. E explica: o termo “engraçado” está associado ao “render graças” e, por isso, espiritualidade é o que enche a vida de graça. Ou seja: pode ser alguém que faz você gargalhar, pode ser a deliciosa sensação de um mergulho no mar. O que fizer você feliz.
Padre Claudio Gregianin, vigário da Igreja Coração de Maria, em Higienópolis (SP), tem outra explicação para o termo: uma espécie de “oxigênio da alma”. “Existe uma palavra judaica – ruâh –, vista no Antigo Testamento, que significa ‘vento’, ‘sopro’, e que também é a referência para ‘espírito’, o ‘não material’. E, segundo o conceito de fé judaico-cristã, é esse sopro que movimenta o nosso pensamento, o nosso coração e o nosso comportamento.” Nos últimos dez anos o termo espiritualidade se dissociou da palavra religiosidade, e agora não está mais obrigatoriamente ligado à religião.

Praticar espiritualidade é...

”Eu sempre alimento os sonhos dos meus filhos. Acredito que permitir que eles encontrem o seu próprio caminho, se descubram, também é uma maneira de exercer a espiritualidade.”

Patrícia Otero, coordenadora da ONG 5 elementos e mãe de Luiz Otero Miller, de 11 anos, e Pedro Otero Miller, de 13 anos

3 comentários:

Marcília disse...

Boa noite, Luciana! Gostei muito do seu blog. Já o coloquei no meu "favoritos" para vasculhá-lo timtim por timtim, à medida que o tempo me permitir.

Renata Veridiana disse...

Seu blog é uma injeção de ânimo!!Parabéns!!Abraços!!

Luciana Vieira disse...

Marcília e Renata,
Adorei saber que gostam e acompanham o blog!
Obrigada pelo carinho.
Um beijo,